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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pseudopoesia XXXIV : Enigmóide nº 4

Enigmóide nº 4
sem sentido

Num universo empoeirado,
num canto esquecido
dentro do meu multiverso,
achei uma galáxia feiosa
com um planeta também azul.
Numa caverna,
num continente esquecido,
região dos trópicos,
numa gaveta
dum móvel indescritível,
havia um recado dizendo:
“Fui passear. Vem me achar”.

E nunca soube quem o escreveu.


[pseudo… poesia, poema]



Pseudopoesia XXXIII : Carta ao amor futuro nº 26

Carta ao amor futuro nº 26 – Sobre os eles
inacabada

De: mim
Para: ti

De uma matéria especial
são feitos
– não é a escura.

É de algo que permeia
os pensonhamentos,
e que deles faz parte;
é o que eles próprios são.
É algo méleo e venusto


[pseudo… poesia, poema]



Pseudopoesia XXXII : Carta ao amor futuro nº 25

Carta ao amor futuro nº 25 – Simples relato

De: um homem só [de seu amor só]  
Para: o seu amor

Sabias
que,  
por vezes, chorei
                por não te ter aqui ao meu lado?
                por sentir saudade dos momentos que ainda não vivemos juntos?


[pseudo… poesia, poema]



Pseudopoesia XXXI : Carta ao amor futuro nº 24

Carta ao amor futuro nº 24 – Mensagem para além-mar

De: um navegante
Para: um porto distante

I
(...)

II
(...)

III
Um dia então
resolvi lançar-me ao mar,
tornar-me navegante.
Com minha esquadra
[de uma só nau]
(...)

IV
Tornei-me navegante sozinho.
(...)
Minhas cartas náuticas não indicam
as terras não descobertas.
Não sei onde tu estás.
Não sei o quanto
ainda terei de navegar.
Por vezes,
                \um medo de naufragar me vem.
                \vontade de aportar em qualquer lugar me acomete.

V
(...)

VI
(...)

VII
Mas um dia chego a ti,
minha tão sonhada ilha.
Aportarei em tuas belas praias
e desembarcarei
toda uma nação de sentimentos
e sensações.
Beberei em tuas fontes
e saciarei minha sede
de ti.
Serei dominado por tuas terras
[Bem desejo me perder em tua imensidão
e então descobrir
que terei achado destino
para os carregamentos que comigo trago.
(...)],
colonizarei teus pensamentos,
de lá não mais sairei;
me apossarei de tudo que é meu

por direito...

de poder amar.

[Poslúdio]
Meu amor
é tua posse ultramarina.
Espera um tanto.
Eu chegarei
e o devolverei.


[pseudo… poesia, poema]



Pseudopoesia XXX : Carta ao amor futuro nº 23

Carta ao amor futuro nº 23 – Amor belo
como que pequena e rimada
inacabada

De: seu amor
Para: meu amor

Amor belo
é
tudo aquilo que eu quero
ter:
o tanto quanto eu puder
sonhar em ser
aquele que ao teu lado

o amor vir
e
manifestar-se
e fluir entre/
                em nós.


[pseudo… poesia, poema]



Pseudopoesia XXIX : Carta ao amor futuro nº 22

Carta ao amor futuro nº 22 – Antevisão

De: seu invisível amor
Para: o meu não visível amor

Quando ninguém está olhando,
em ti penso.
E,
em pensamento,
te olho
o tanto quanto quero,
e não me enfastio

… porque não há rosto
o qual eu mais goste de me deter em olhar
{com os olhos de pensonhamento}
do que o teu,
{ainda oculto}.
Mesmo todos os aliases,
diferentes entre si,
têm faces iguais à tua
porque todos
me parecem belos
e pré-visões do teu.
Bela és tu.

Pela faculdade do pensonhamento,
te antevejo,
te pré-vejo,
e deslumbrado fico.
És e serás real!
E só tu és!


[pseudo… poesia, poema]



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pseudopoesia XXVIII : Carta ao amor futuro nº 21

Carta ao amor futuro nº 21 – “sem título”

De: aquele já considerado seu amor
Para: o meu certo, mas oculto, amor

Oculta por algum véu tu estás.
Além das montanhas e vales do espaço-tempo te encontras.
Tão perto do coração de teu coração já te fazes.
És meu amor desde sempre/
                                          desde que existe o tempo
– o tempo desde quando comecei a te pensonhar.


[pseudo… poesia, poema, pensonhamento]



domingo, 23 de agosto de 2015

Pseudopoesia XXVII : Carta ao amor futuro nº 20

Carta ao amor futuro nº 20 – Sobre prescindir destas cartas

De: seu desejoso amor
Para: meu imprescindível amor

Queimaria todas estas cartas
e as ignoraria
[se pudesse]
para te ter aqui
ao meu lado
desde amanhontem.


[pseudo… poesia, poema]



domingo, 16 de agosto de 2015

Pseudopoesia XXVI : Carta ao amor futuro nº 19

Carta ao amor futuro nº 19 – Sobre te saber em antevisão

De: seu pré-amor
Para: meu invisível amor

Não consigo parar de te ver,
de te olhar,
de te enxergar,
de te espiar,
de te observar.
[Mesmo daqui destas bandas do espaço-tempo.]

Não te alcanço, porém, através das janelas de minha face...


[pseudo… poesia, poema]



domingo, 9 de agosto de 2015

Pseudopoesia XXV : Carta ao amor futuro nº 18

Carta ao amor futuro nº 18 – "sem título"
inacabada

De:
Para:

Se me canso de conversar contigo?
Como poderia?
Se não me cansa conversar comigo,
se não me cansa ouvir a minha voz saindo de tua boca,
se não me cansa sermos um o outro,


[pseudo… poesia, poema]



domingo, 2 de agosto de 2015

Pseudopoesia XXIV : Carta ao amor futuro nº 17

Carta ao amor futuro nº 17 – Consolo

De: ele, teu amigo
Para: ela, minha amiga

Por que chora
o Coração de Meu Coração?

[Alegria ou tristeza?]

Tampouco sei eu!

Mas
me chama,
pois estou aí
[na realidade pensonhada].
Meu ombro e meu abraço são teus.


[pseudo… poesia, poema]



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pseudopoesia XXIII : Carta ao amor futuro nº 16

Carta ao amor futuro nº 16 – Carta-oração
Un desiderio ambiguo e sciocco

De: ele, o teu amor
Para: ti, o meu amor

O Senhor te proteja.
O Senhor te guarde
até de mim
para que na hora serôdia não venhas
e não saiba eu o que fazer.

O Senhor te faça
vir do futuro para este passado
o quanto antes.

Amém.


[pseudo… poesia, poema]



terça-feira, 21 de julho de 2015

Amanhontem V

 
O termo amanhontem não sofre flexão de gênero, grau ou número.
 
 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pseudopoesia XXII : Carta ao amor futuro nº 15

Carta ao amor futuro nº 15 – Ingênuo engano

De: seu um tanto confuso amor
Para: o meu certo amor

Ah,
como talvez me iludo [sendo como um tolo] que bom seria
que, de verdade, fosses o alias,
aquela
tão bela
que parecia com teu reflexo,
com sorriso igual ao teu,
com voz que nem a tua,
com parecência de âmago.
Muito igual
àquilo tudo que vi em ti,
que já vejo em ti,
aí no futuro deste pretérito.


[pseudo… poesia, poema]



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Amanhontem IV

 
O amanhontem talvez possa ser visto como um pequeno universo dentro da realidade ou uma pequena realidade dentro do universo.